Hollywood tem a capacidade de inventar e reinventar... E na onda das reinvenções, temos uma linha que vem sendo cada vez mais explorada, a reinvenção dos contos de fadas para as telas. Os mesmos contos de fadas que ouvimos tantas vezes, quando pequenos, com novas caras, novos personagens e... novas abordagens.
Tivemos "Alice no País da Maravilhas", de Tim Burton, "Espelho, Espelho Meu", "Branca de Neve e o Caçador", "João e Maria" e, agora, entra em cartaz "Oz, Mágico e Poderoso" (Oz, The Great and Powerful), de Sam Raimi.
A brincadeira, dessa vez (como em Alice, que conta o retorno de Alice ao País das Maravilhas, depois de um bom tempo) é contar como Oz, o mágico, encontra o reino de Oz e torna-se o personagem do título do clássico infantil.
Quando Oscar Diggs (James Franco), um mágico de caráter duvidoso, conhecido como o Grande Oz, é lançado do empoeirado Kansas para a vibrante cidade de Oz, ele acredita que tirou a sorte grande. Até que encontra três bruxas: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas que ele é o grande mágico que todos estavam esperando. Obrigado a lidar com os problemas que estão atingindo Oz e seus habitantes, Oscar precisa descobrir quem é bom ou ruim antes que seja tarde demais. Usando um pouco de suas técnicas de ilusionismo, ingenuidade - e até mesmo um pouco de mágica - Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz, mas também em um homem muito melhor.
Com um roteiro bem interessante, excelentes efeitos visuais e fotografia e a direção sempre segura de Sam Raimi, estão lá todos, ou quase todos, os elementos da clássica história... Com exceção de Dorothy, Totó e os famosos sapatos vermelhos, praticamente estão lá os macacos voadores, as bruxas, a estrada de tijolos amarelos e, inclusive, deliciosas referências ao Espantalho e ao Leão Covarde (não vi, ou não percebi, a referência ao Homem de Lata).
Como no clássico de 1939, o filme começa todo em preto e branco - e merece, na minha opinião, destaque para a abertura com os créditos, que é excelente, principalmente se assistido em 3D, e ganha cores somente quando Oscar chega a Oz.
E as mensagens, aqui, ficam por conta da discussão sobre a personalidade de Oz que, apesar de farsante e egoísta, percebe ao longo do filme, o que faz de uma pessoa, uma pessoa boa (atente-se ao fato da menina, na cadeira de rodas, no início do filme, que pede a ele que a faça voltar a andar, e como ele se redime disso, ajudando a boneca de porcelana, em Oz).
Entre as curiosidades, uma bonita homenagem ao inventor Thomas Alva Edison e ao cinema.
O resultado final é um filme correto. Primando pelas qualidades técnicas, mas com um roteiro carente de ritmo que faça o espectador entrar no universo, ao invés de ser um simples observador.
Ainda assim, para quem gosta do gênero, como eu, um prato cheio. (FM)



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