sexta-feira, 21 de junho de 2013
De "lixo" a "genial" em um entendimento... << CONTÉM SPOILERS!!! >>
Quando você assiste a um filme de terror, geralmente espera que seja assustador, tenso, nojento, sobrenatural, macabro, e, para não passar em branco, que tenha algum personagem bizarro e horripilante, como um zumbi, um monstro deformado, até um boneco ou um palhaço assassino...
Ultimamente os filmes do gênero vêm sofrendo uma espécie de 'desgaste', uma vez que muitos acabam pecando ao cair nos velhos clichês.
Foi pensando em tudo isso que Drew Goddard nos 'presenteia' com "O Segredo da Cabana" (The Cabin in The Woods, 2013), um filme que desafia nossa inteligência e o senso de percepção, uma vez que pode nos levar à uma aversão precipitada...
No filme, a jovem Jules (Anna Hutchinson) resolve levar seus amigos Curt (Chris Hemsworth), Dana (Kristen Connolly), Holden (Jesse Williams) e Ronald (Tom Lenk) para uma viagem diferente nas montanhas, numa cabana situada no meio da floresta, isolada de tudo. Mas o que era para ser somente um momento de muita curtição entre a turma, acaba se transformando em algo que suas mentes jamais imaginariam.
Ou seja, nem eles imaginariam, muito menos o espectador, que começa a ficar confuso com as intenções de alguns personagens, como os dois homens que comandam todas as ações naquela espécie de laboratório. A princípio, dá a entender que os cinco jovens são cobaias de uma espécie de reality show, aonde suas vidas são alvo de apostas entre pessoas visivelmente perturbadas... Inclusive o tom de cinismo da dupla é impagável, lembra muito o tom bizarro de "Violência Gratuita" (qualquer semelhança.... inclusive a música no começo e o título em tons garrafais e na cor vermelha, brotando na tela...).
No desenrolar da trama, os cinco jovens começam a perceber que as coisas não estão nada boas... A noite traz à tona zumbis sedentos por sangue, que começam a perseguí-los e a assassinar, sem dó nem piedade, um por um. Enquanto isso, a jovem Dana é quem vai sobrevivendo e tentando a qualquer custo escapar.
Quando tudo parece perdido, quatro mortos e apenas a bonita viva, eis que Marty ressurge do nada, consegue livrar Dana de um dos zumbis, e eles conseguem se esconder em uma espécie de abrigo subterrâneo - é nesse momento que começa a bizarrice total, que fez muitas pessoas odiarem e achar o filme sem pé, nem cabeça... Mas como dito no título, e será explorado mais abaixo, se analisarmos da forma como o filme foi feito de verdade, na sua proposta de "homenagem", aí deixa de ser bizarro e ganha até um sentido....
Eis que os dois se vêem presos em um elevador, que começa a levá-los a andares aonde surgem criaturas estranhas e abomináveis, desde o irmão distante do Hellraiser, até uma bailarina de um olho só, um lobisomem, e outros seres que dão medo só de olhar...
Quando conseguem chegar ao andar da sala dos idealizadores do projeto, eis que, a cada vez que os elevadores param naquele andar, começam a sair as criaturas que estavam aprisionadas. E então começa um festival de sanguinolência e muitas cenas nojentas.
Sua mente já está totalmente perdida, você não acha qualquer conexão entre nada ali.... E, quando pensa que as coisas vão se esclarecer, eis que surge... Sigourney Weaver, no papel de uma 'doutora', ou algo assim. Ela revela aos dois sobreviventes que tudo não passou de uma armadilha para sacrificá-los, para servir o sangue deles a um Ser das profundezas, que deveria receber esse sacrifício para que não ocorresse uma grande tragédia apocalíptica, como um prenúncio do "fim do mundo"...
Fácil de entender, não??
Aí é que tá... Agora vamos entender o real propósito de "O Segredo da Cabana":
O filme nada mais é que uma crítica ou homenagem, digamos, aos clichês dos filmes de terror. Primeiro de tudo, já começa com um grupo de jovens indo passar uns dias em um local isolado no meio da floresta, praxe de vários títulos. Rituais de sacrifício e experiência voyeur também já foram temas de outros títulos. E analisando os cinco jovens, eles também representam o praxe dos filmes de terror adolescente - a virgem, o viciado, o esportista sarado, a loira gostosa e o nerd mais certinho. Ou seja, no final a 'brincadeira' é que os cinco deveriam ser sacrificados para servir ao clichê de um filme de terror que se preze...
E na parte dos elevadores, podemos passear por diversos personagens clássicos e atuais dos filmes de terror, passando até pela cobra gigante, o palhaço assassino, os zumbis, lobisomens, mascarados, seres sobrenaturais, etc.
Confesso que quando assisti sem essa análise achei um lixo, um dos piores filmes que já tinha visto na história. Mas quando encontrei essas explicações, achei o filme muito legal, até 'genial', de certa forma. Acaba se tornando uma grande brincadeira macabra pelo universo tão extenso dos filmes de terror. E que bom que saímos dos clichês justamente explorando... os próprios clichês!
quinta-feira, 20 de junho de 2013
O Triste Adeus a James Gandolfini...
Foi com muita tristeza que recebemos ontem a notícia da morte do ator americano James Gandolfini, aos 51 anos. O ator faleceu às 23h desta quarta-feira, 19/06, na Itália, aonde passava férias. A causa da morte revelada pelo hospital foi parada cardíaca, mas ainda será feita a necropsia. Fonte próximas ao ator afirmam que ele se viciou em cocaína e álcool após seu divórcio em 2002, mas não se sabe ainda se isso teve alguma relação.
Foi seu filho quem o encontrou já bem mal no banheiro do hotel aonde estavam hospedados. Mesmo com tentativas de ressuscitação e ventilação, o ator não resistiu à parada cardíaca. Uma grande perda para o Cinema Mundial.
Muito conhecido pelo papel de Tony Soprano na famosa série "Família Soprano", James também teve uma carreira marcante no cinema, aonde um dos seus últimos papéis foi uma participação menor em "A Hora Mais Escura".
Dono de um grande carisma, o ator deixou muitos atores e personalidades bem abalados e entristecidos, e várias manifestações de carinho e apoio à família logo aparecerem nas redes sociais. Entre as celebridades, manifestaram seu carinho Susan Sarandon, Justin Timberlake, Lindsay Lohan, dentre muitos outros.
Aproveitando a ocasião, nada melhor do que comentar sobre um filme lindo e marcante com James, de 2011 - "Corações Perdidos" (Welcome to the Rileys), o qual também contou com as belas atuações de Melissa Leo e, quem diria, Kristen Stewart no papel de Mallory, uma jovem que trabalha em casas de striptease.
No filme, Doug (James Gandolfini) e Lois (Melissa Leo) tiveram o casamento abalado devido à uma tragédia familiar, ocorrida anos atrás. Com o tempo, eles se distanciaram cada vez mais. Um dia Doug vai a Nova Orleans para participar de uma conferência e lá conhece Mallory (Kristen Stewart), uma jovem que trabalha em casas de striptease. Decidido a ajudá-la, Doug permanece na cidade. A situação logo provoca estranheza em Lois, que decide ir à cidade para encontrar o marido.
Quem segura bem a dramaticidade toda da história é Melissa, em uma atuação incrível. Já James dá a Doug uma carga emocional bem peculiar, e que ainda nos deixa nas expectativas quando ele inicia a relação de "amizade" com Mallory. É incrível como Kristen consegue dar um "up" na sua carreira quando deixa de lado a monotonia da Bella. Essa menina tem tudo para ir mais longe, basta investir em si mesma.
Para quem curte um bom drama, com conteúdo e uma história para refletir, "Corações Perdidos" é um prato cheio. E agora, infelizmente servirá também para matar saudades de James...
Sentiremos saudades, que descanse em paz!
terça-feira, 18 de junho de 2013
3 Meses Hibernando.... Hora de Voltar (com Alienígenas trollando a Terra!)...
Depois de 3 meses assistindo muitos filmes e meio que "hibernando" um pouco nas críticas e resenhas, chegou a hora de retomar as atividades.. E olha que vai ter muito filme pra postar aqui, foram vários nesse período - uns bons, uns ótimos, uns bem ruins, "uns nem lá nem cá"... Enfim, mas vou retomando aqui com essa ótima animação, divertida e de personagens bacanas e coloridos - "A Fuga do Planeta Terra" (Escape From Planet Earth - Cal Brunker, 2013)
Além dos personagens bem divertidos, a maioria alienígenas do Planeta Babum, o elenco por trás das vozes também é muito bom - Brendan Fraser (Scorch Supernova), Rob Corddry (Gary Supernova), Sarah Jessica Parker (Kira Supernova), Jessica Alba (Lena), Sofia Vergara (Gabby Tagarela), Jane Lynch (Io), entre outros.
Bom, o filme conta a história do destemido astronauta e "herói" Scorch Supernova, que é todo metido a "salvador da pátria", e se mostra sempre destemido e um tanto cheio de si. Já seu irmão, Gary, é responsável e dedicado, e tenta ser um modelo ao pequeno Kipper, que prefere bem mais o jeito heróico do tio do que a vida pacata e 'certinha' do pai...
O foco da animação é a relação nada amistosa dos alienígenas com o Planeta Terra, aqui chamado de "Planeta Escuro" - e quando começam a trollar nosso planeta, não tem como não chorar de rir... Aliás, muito nos lembra, de longe, o seriado "Família Dinossauros", aonde os dinos eram vistos como seres desenvolvidos e inteligentes, enquanto os humanos eram os animais selvagens e irracionais. Neste caso, os alienígenas fazem questão de mostrar o quanto os seres humanos têm muuuuito pra evoluir (qualquer semelhança com o cenário atual é mera coincidência).
Eis que Scorch resolve, contra a vontade do Gary, atender a um pedido de socorro vindo da Terra, e embarca em uma jornada nada amistosa e produtiva, já que acaba capturado pelo temido General Shanker. Shanker tem planos muito ambiciosos de dominar o Universo, e ter todas as raças, inclusive seu próprio planeta, a seus pés.
Quando vê que Scorch está seriamente em apuros, Gary resolve deixar de lado a vida pacata e decide partir para a Terra para salvar seu irmão. Mas claro que nem tudo serão flores, pelo menos no começo, já que ele também será capturado e preso. Na prisão, ele ficará amigo de três simpáticos alienígenas - Thurman, gosmento e simpático, Doc, um tanto covarde, mas muito "fofinho" e Io, uma grande alien muito temperamental, mas que está encontrando paz e equilíbrio na terapia...
Se não é dos mais brilhantes, com certeza conquista pelo visual e pelas sátiras bem 'embasadas' do nosso planeta. Ao mesmo tempo, o filme também tem suas lições de moral, ensinando valores importantes para as crianças - e tomara que aos adultos também.
O 3D é muito interessante, dando profundidade aos cenários, ao mesmo tempo que não é dos mais geniais e cheio de efeitos. Mas com certeza vai prender até o final, e garantir muitas risadas.
Para quem curtiu "Detona Ralph" e "Os Croods", "A Fuga do Planeta Terra" vai ser um prato cheio de diversão e personagens pra curtir muito!
Além dos personagens bem divertidos, a maioria alienígenas do Planeta Babum, o elenco por trás das vozes também é muito bom - Brendan Fraser (Scorch Supernova), Rob Corddry (Gary Supernova), Sarah Jessica Parker (Kira Supernova), Jessica Alba (Lena), Sofia Vergara (Gabby Tagarela), Jane Lynch (Io), entre outros.
Bom, o filme conta a história do destemido astronauta e "herói" Scorch Supernova, que é todo metido a "salvador da pátria", e se mostra sempre destemido e um tanto cheio de si. Já seu irmão, Gary, é responsável e dedicado, e tenta ser um modelo ao pequeno Kipper, que prefere bem mais o jeito heróico do tio do que a vida pacata e 'certinha' do pai...
O foco da animação é a relação nada amistosa dos alienígenas com o Planeta Terra, aqui chamado de "Planeta Escuro" - e quando começam a trollar nosso planeta, não tem como não chorar de rir... Aliás, muito nos lembra, de longe, o seriado "Família Dinossauros", aonde os dinos eram vistos como seres desenvolvidos e inteligentes, enquanto os humanos eram os animais selvagens e irracionais. Neste caso, os alienígenas fazem questão de mostrar o quanto os seres humanos têm muuuuito pra evoluir (qualquer semelhança com o cenário atual é mera coincidência).
Eis que Scorch resolve, contra a vontade do Gary, atender a um pedido de socorro vindo da Terra, e embarca em uma jornada nada amistosa e produtiva, já que acaba capturado pelo temido General Shanker. Shanker tem planos muito ambiciosos de dominar o Universo, e ter todas as raças, inclusive seu próprio planeta, a seus pés.
Quando vê que Scorch está seriamente em apuros, Gary resolve deixar de lado a vida pacata e decide partir para a Terra para salvar seu irmão. Mas claro que nem tudo serão flores, pelo menos no começo, já que ele também será capturado e preso. Na prisão, ele ficará amigo de três simpáticos alienígenas - Thurman, gosmento e simpático, Doc, um tanto covarde, mas muito "fofinho" e Io, uma grande alien muito temperamental, mas que está encontrando paz e equilíbrio na terapia...
Se não é dos mais brilhantes, com certeza conquista pelo visual e pelas sátiras bem 'embasadas' do nosso planeta. Ao mesmo tempo, o filme também tem suas lições de moral, ensinando valores importantes para as crianças - e tomara que aos adultos também.
O 3D é muito interessante, dando profundidade aos cenários, ao mesmo tempo que não é dos mais geniais e cheio de efeitos. Mas com certeza vai prender até o final, e garantir muitas risadas.
Para quem curtiu "Detona Ralph" e "Os Croods", "A Fuga do Planeta Terra" vai ser um prato cheio de diversão e personagens pra curtir muito!
segunda-feira, 11 de março de 2013
Era uma vez...
Hollywood tem a capacidade de inventar e reinventar... E na onda das reinvenções, temos uma linha que vem sendo cada vez mais explorada, a reinvenção dos contos de fadas para as telas. Os mesmos contos de fadas que ouvimos tantas vezes, quando pequenos, com novas caras, novos personagens e... novas abordagens.
Tivemos "Alice no País da Maravilhas", de Tim Burton, "Espelho, Espelho Meu", "Branca de Neve e o Caçador", "João e Maria" e, agora, entra em cartaz "Oz, Mágico e Poderoso" (Oz, The Great and Powerful), de Sam Raimi.
A brincadeira, dessa vez (como em Alice, que conta o retorno de Alice ao País das Maravilhas, depois de um bom tempo) é contar como Oz, o mágico, encontra o reino de Oz e torna-se o personagem do título do clássico infantil.
Quando Oscar Diggs (James Franco), um mágico de caráter duvidoso, conhecido como o Grande Oz, é lançado do empoeirado Kansas para a vibrante cidade de Oz, ele acredita que tirou a sorte grande. Até que encontra três bruxas: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas que ele é o grande mágico que todos estavam esperando. Obrigado a lidar com os problemas que estão atingindo Oz e seus habitantes, Oscar precisa descobrir quem é bom ou ruim antes que seja tarde demais. Usando um pouco de suas técnicas de ilusionismo, ingenuidade - e até mesmo um pouco de mágica - Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz, mas também em um homem muito melhor.
Com um roteiro bem interessante, excelentes efeitos visuais e fotografia e a direção sempre segura de Sam Raimi, estão lá todos, ou quase todos, os elementos da clássica história... Com exceção de Dorothy, Totó e os famosos sapatos vermelhos, praticamente estão lá os macacos voadores, as bruxas, a estrada de tijolos amarelos e, inclusive, deliciosas referências ao Espantalho e ao Leão Covarde (não vi, ou não percebi, a referência ao Homem de Lata).
Como no clássico de 1939, o filme começa todo em preto e branco - e merece, na minha opinião, destaque para a abertura com os créditos, que é excelente, principalmente se assistido em 3D, e ganha cores somente quando Oscar chega a Oz.
E as mensagens, aqui, ficam por conta da discussão sobre a personalidade de Oz que, apesar de farsante e egoísta, percebe ao longo do filme, o que faz de uma pessoa, uma pessoa boa (atente-se ao fato da menina, na cadeira de rodas, no início do filme, que pede a ele que a faça voltar a andar, e como ele se redime disso, ajudando a boneca de porcelana, em Oz).
Entre as curiosidades, uma bonita homenagem ao inventor Thomas Alva Edison e ao cinema.
O resultado final é um filme correto. Primando pelas qualidades técnicas, mas com um roteiro carente de ritmo que faça o espectador entrar no universo, ao invés de ser um simples observador.
Ainda assim, para quem gosta do gênero, como eu, um prato cheio. (FM)
Tivemos "Alice no País da Maravilhas", de Tim Burton, "Espelho, Espelho Meu", "Branca de Neve e o Caçador", "João e Maria" e, agora, entra em cartaz "Oz, Mágico e Poderoso" (Oz, The Great and Powerful), de Sam Raimi.
A brincadeira, dessa vez (como em Alice, que conta o retorno de Alice ao País das Maravilhas, depois de um bom tempo) é contar como Oz, o mágico, encontra o reino de Oz e torna-se o personagem do título do clássico infantil.
Quando Oscar Diggs (James Franco), um mágico de caráter duvidoso, conhecido como o Grande Oz, é lançado do empoeirado Kansas para a vibrante cidade de Oz, ele acredita que tirou a sorte grande. Até que encontra três bruxas: Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glinda (Michelle Williams), que não estão convencidas que ele é o grande mágico que todos estavam esperando. Obrigado a lidar com os problemas que estão atingindo Oz e seus habitantes, Oscar precisa descobrir quem é bom ou ruim antes que seja tarde demais. Usando um pouco de suas técnicas de ilusionismo, ingenuidade - e até mesmo um pouco de mágica - Oscar se transforma não apenas no grande e poderoso Mágico de Oz, mas também em um homem muito melhor.
Com um roteiro bem interessante, excelentes efeitos visuais e fotografia e a direção sempre segura de Sam Raimi, estão lá todos, ou quase todos, os elementos da clássica história... Com exceção de Dorothy, Totó e os famosos sapatos vermelhos, praticamente estão lá os macacos voadores, as bruxas, a estrada de tijolos amarelos e, inclusive, deliciosas referências ao Espantalho e ao Leão Covarde (não vi, ou não percebi, a referência ao Homem de Lata).
Como no clássico de 1939, o filme começa todo em preto e branco - e merece, na minha opinião, destaque para a abertura com os créditos, que é excelente, principalmente se assistido em 3D, e ganha cores somente quando Oscar chega a Oz.
E as mensagens, aqui, ficam por conta da discussão sobre a personalidade de Oz que, apesar de farsante e egoísta, percebe ao longo do filme, o que faz de uma pessoa, uma pessoa boa (atente-se ao fato da menina, na cadeira de rodas, no início do filme, que pede a ele que a faça voltar a andar, e como ele se redime disso, ajudando a boneca de porcelana, em Oz).
Entre as curiosidades, uma bonita homenagem ao inventor Thomas Alva Edison e ao cinema.
O resultado final é um filme correto. Primando pelas qualidades técnicas, mas com um roteiro carente de ritmo que faça o espectador entrar no universo, ao invés de ser um simples observador.
Ainda assim, para quem gosta do gênero, como eu, um prato cheio. (FM)
quarta-feira, 6 de março de 2013
*Especial* Jogos Mortais - Será mesmo o Final? (Contém Spoilers!)
Desde que surgiu em 2004, a franquia "Saw" (De "Serrote/Serra" a "Jogos Mortais", mas pegou!) tem conquistado muitos fãs e deu um novo vigor ao mundo dos filmes de terror. O primeiro filme veio com uma proposta interessante, marcado pelo suspense extremo e cenas agoniantes, apresentando as famosas armadilhas mirabolantes de John Kramer (Tobin Bell), ou mais conhecido como o famoso "Jigsaw" (quebra-cabeças, em inglês). O famoso 'apelido' é explicado pela mente fértil e cheia de articulações do serial killer, que não economiza nos cenários e engenhocas para amedrontar e testar suas vítimas.
O primeiro filme veio com forte campanha e propaganda, ainda contando com um elenco até interessante, mas que de 'figurão' trazia apenas Danny Glover. Ainda era considerado "um dos melhores filmes de serial killer desde Seven"... bem, na verdade era um filme cheio de suspense e sangue, mas posso dizer que Jogos Mortais veio em uma pegada bem mais 'despojada e pop' do que o grande sucesso com Morgan Freeman e Brad Pitt.
Já no primeiro somos apresentados aos personagens mais marcantes e importantes, que terão papel importante no decorrer da franquia. Começando por Adam (Leigh Whannell) e Dr Gordon (Cary Elwes); Adam é um fotógrafo-detetive, que mora sozinho e de repente acorda acorrentado em um banheiro nada refinado, com ares de abandono e ainda com um cadáver no meio, todo ensagüentado. Da mesma forma encontra-se o médico Lawrence Gordon, que trabalha no mesmo hospital aonde teremos, mais tarde, pistas sobre o motivo dele estar nesta situação.
Sem saber o que pensar ou como agir, a dupla começa a imaginar o por quê de estarem ali, procurando motivos e respostas, mas muita coisa em vão. A tensão vai aumentando à medida que eles vão encontrando pistas e enigmas pelo banheiro, que começam a dar uma certa 'luz' em suas mentes; mas nada vai adiantando muito, já que as armadilhas não parecem guiá-los propriamente à liberdade...
Em contrapartida, conhecemos Zepp (Michael Emerson), enfermeiro no hospital em que trabalha Gordon. O rapaz está sendo testado por Jigsaw, e tem duas missões bem cruéis - enquanto monitora a dupla no banheiro, ele tem que manter a esposa e a filha do médico em cativeiro, no próprio apartamento da família.
Á medida que Adam e Gordon estão em uma situação terrível e sem respostas contundentes, a polícia tenta resolver os enigmas e dar um rumo às investigações, que acabam guiando os detetives David Tapp (Danny Glover) e Steven Sing (Ken Leung) à mais uma armadilha de Jigsaw.
Também conheceremos Amanda Young (Shawnee Smith), peça fundamental nas empreitadas de John Kramer. A jovem acorda em um quarto de aparência sombria com uma armadilha de caça presa à sua mandíbula e envolta em sua cabeça. Ao seu lado está seu namorado, sob efeito de tranquilizantes, deitado no chão com uma interrogação desenhada em sua barriga. Quando desperta, Amanda assiste ao vídeo de Jigsaw, na verdade ele utiliza um boneco de aparência macabra, articulado para "recitar" os procedimentos da vítima para tentar se livrar da armadilha. Ah, lembrando que no caso da dupla do banheiro, eles ouviram as instruções iniciais por meio de mini-gravadores, que serão utilizados em outros momentos também.
Desesperada e com apenas um minuto para se livrar do artefato em sua cabeça, Amanda precisa pegar a chave que abre o cadeado do dispositivo em um local nada sutil - dentro das entranhas do namorado! Sem pensar duas vezes, já que nem teria tempo mesmo, ela começa a esfaquear o rapaz, até achar a chave e se livrar do pesadelo (que estava apenas começando...) - na verdade, opinião pessoal, achei meio demorado esse um minuto, deu tempo de fazer muita coisa, viu... mas enfim...
No final das contas teremos muitas mortes e... o que acontece com Adam e Gordon? E Amanda? E Zepp?? Entenderemos porque o filme se chama "Saw", pois a única saída para Gordon se livrar da corrente é justamente serrar o próprio pé. A cena dá muita agonia, e faz com que o médico consiga sair do banheiro e tentar buscar ajuda. Já Adam.. ´pobre Adam....
O mais surpreendente do filme é John Kramer ali, o tempo todo no meio do banheiro, fingindo ser um cadáver. Quando ele levanta... não é só Adam que fica perplexo! E aí é que todo o cenário da franquia ganha tom e forma, e começaremos a entender o que se passa na mente doentia de Jigsaw...
Chegamos a "Jogos Mortais 2". Desta vez somos apresentados ao Detetive Eric Mattews (Donnie Whalberg), mais uma peça fundamental na trama. E teremos Amanda já mostrando a que veio, auxiliando nos planos de Jigsaw, que a 'resgatou' após o episódio da armadilha em Jogos Mortais 1.
Desta vez temos oito pessoas, incluindo Amanda, presas em uma casa com um gás letal pairando no ar. Cada pessoa tem seu motivo de estar ali, inclusive o filho de Eric, que é de certa forma amparado pela pupila de Jigsaw.
Enquanto Eric investiga e consegue manter John sob interrogatório, os confinados da grande armadilha estão em uma luta cruel e desumana, recheada de armadilhas 'menores', mas que são a chance dos mesmos conseguirem seringas com uma espécie de antídoto, para retardar os efeitos nocivos do gás. Só que sem muitas pistas claras, inicia então um cenário de luta pela sobrevivência a qualquer custo, nem que para isso eles tenham que matar uns aos outros.
O tempo passa, e Eric não consegue êxito no interrogatório, ao passo que Amanda vai assistindo um por um morrer em vias sangrentas e muito desespero. A impaciência do detetive acaba, no final das contas, o guiando cegamente para uma armadilha maior, enquanto seu filho consegue escapar da casa; enfim, bastaria que Eric seguisse à risca as instruções de John, mas sua intolerância e personalidade forte o levam a um destino nada desejável.
O que será de Eric? E Amanda? Agora conheceremos um dos filmes que mais curti na franquia e que, para mim, é um dos mais reveladores e tensos!
A tensão e agonia tomam conta de "Jogos Mortais 3", aonde mortes importantes marcarão os rumos do legado de Jigsaw. Além disso, o foco maior estará em Amanda, que auxiliará como nunca o seu 'mestre' John, que está um estado deplorável.
A vítima dessa vez será a doutora Lynn (Bahar Soomekh), sequestrada por Amanda, e que terá a indigesta missão de manter John vivo, em condições nada humanas. Enquanto isso, Jeff (Angus MacFadyen, que mais tarde descobriremos que é marido de Lynn) está sendo testado em várias armadilhas, decifrando enigmas, até chegar ao destino final.
A situação de John é terrível, e Lynn tem poucos recursos, mas faz o que pode para mante-lo vivo e, consequentemente manter-se viva, já que o colar de balas em volta de seu pescoço depende dos batimentos cardíacos do serial killer, para continuar desativado. Se John morrer, na hora Lynn morre.
O cenário também não é nada favorável à Amanda, já que toda a situação está mexendo como nunca com seus sentimentos. A obediência à John está indo por água abaixo, uma vez que Amanda não aceita que mais ninguém tenha o mesmo êxito que ela teve em sua armadilha, e faz de tudo para que a "chance" que Jigsaw dá a suas vítimas seja pura perda de tempo. Um exemplo claro é a detetive Kerry (DIna Meyer), que sofre na pele a ira da pupila de John (a armadilha de Kerry é impossível de se escapar).
No final das contas Jeff consegue, enfim, chegar ao destino, a sala aonde John, Lynn e Amanda estão. E tudo caminha para um desfecho trágico e terrivelmente cruel. E abre-se o cenário para o quarto filme da franquia, que será mais eletrizante do que nunca..
"Jogos Mortais 4" é um dos filmes da franquia que mais revelações acaba tendo, como não se viu nos três primeiros, que já foram aquecendo as turbinas para uma sequência um tanto "movimentada". Desta vez conheceremos melhor o agente Strahm (Scott Patterson), a agente Perez (Athena Karkanis), Jill Tuck (Betsy Russell, a esposa de John) e o enigmático detetive Hoffman (Costas Mandylor).
Desta vez o grande teste será com o sargento Rigg (Lyriq Bent), da mesma divisão de Eric Mattews, Kerry, etc. Rigg é muito amigo de Eric, e quando ouve a fita, ele descobre que o detetive ainda está vivo, e com 90 minutos para ser salvo, enquanto Hoffman também está em perigo, sendo que o mesmo havia desaparecido na mesma noite. Na verdade, Eric está aprisionado junto com Hoffman, em uma espécie de galpão abandonado - Mattews está acorrentado e 'patinando' sobre um grande bloco de gelo; enquanto Hoffman está preso à uma cadeira, correndo o risco de ser eletrocutado.
Neste mesmo local está Art Blank (Justin Louis), advogado de Jill, que, a exemplo de Zepp (Jogos Mortais 1) está em uma espécie de teste paralelo. Art tem uma armadilha presa ao corpo, e precisa cumprir seu teste para se livrar, mas ele nem desconfia que tudo não passa de um chamariz.
Ao mesmo tempo Strahm e Perez estão investigando a morte de Kerry, cujo corpo fora encontrado. Mesmo tudo levando a crer que a culpa era mesmo de Amanda, a dupla acaba concluindo que era impossível que a jovem tivesse feito tudo sozinha, inclusive suspender o corpo da detetive. Então eles acabam seguindo as investigações no rumo da nova suspeita, de um segundo cúmplice de Jigsaw, e acabam pagando o preço - Perez é vítima de uma armadilha, quando encontram Billy (o boneco de Jigsaw), aonde está escrito que Strahm irá tirar a vida de um homem inocente; ignorando as pistas anteriores, que diziam que ela estava em perigo, e a nova descoberta, ela se aproxima do boneco e o mesmo explode em seu rosto, deixando-a em estado grave.
Após o ocorrido com sua parceira, e já ávido por pistas mais concretas, Strahm interroga Jill, e então descobrimos, enfim, como John se tornou Jigsaw. Ela estava grávida, mas perdeu o bebê quando Cecil Adams assaltou a clínica em que ela trabalha e bateu com a porta em sua barriga, causando um aborto. Ela e Jigsaw acabam se divorciando. Após descobrir que estava com câncer terminal, John sequestra Cecil e o coloca em uma armadilha em que ele teria que dilacerar seu rosto em várias facas para pressionar um botão que soltaria seus braços e pernas, ou ele sangraria até a morte. Cecil consegue sair da armadilha, mas acaba caindo em um emaranhado de arame farpado ao tentar atacar John. Strahm liga os fatos da história de Jill com o abatedouro Gideon, o local do teste final de Rigg.
O reste de Rigg se desenrola, até que ele encontra o galpão (na verdade, o abatedouro Gideon); ao mesmo tempo os acontecimentos de Jogos Mortais 3 estão ainda em andamento, fato que Strahm irá lamentar ter descoberto. Enquanto Rigg chega ao local aonde estão Art, Eric e Hoffman, Strahm encontra a sala aonde Jeff acabara de presenciar três mortes, e estava totalmente transtornado. Sem outra escolha, Strahm atira e mata Jeff; já Rigg acaba em um cenário cruel, aonde Eric acaba morrendo com a cabeça esmagada por blocos de gelo, Art morto com um tiro, e Hoffman... este se revela, finalmente!
Vale lembrar que no começo do filme temos a impressionante cena da autópsia do corpo de John, aonde Hoffman descobre uma fita em seu estômago - em Jogos Mortais 3, vale a pena lembrar que em certo momento John engole a fita, envolta por cera. Hoffman ouve que "os jogos estão apenas começando", e que "ele não deveria falhar aonde os outros falharam". Ou seja, eis o outro cúmplice de Jigsaw, que dará continuidade aos planos macabros de John, agora morto. A sacada do filme é justamente começar pelo final, já que até o último instante de Jogos Mortais 4, John ainda estava na sala em que morrera, junto com Amanda e Lynn.
O próximo filme é de tirar o fôlego, e Strahm vai aprender que nunca se deve ir além das instruções de Jigsaw...
O quinto filme da franquia mostra como desobedecer as instruções de Jigsaw pode ser totalmente letal. O filme começa com Seth (Joris Jarsky) preso à famosa armadilha do pêndulo. De acordo com as instruções, ele deveria colocar as mãos em dois aparatos, para apertar dois botões, que teoricamente o livrariam da armadilha; só que a consequência seria o esmagamento de suas mãos. Mesmo relutante, ele coloca as mãos, mas acaba sendo em vão, já que o pêndulo continua a descer. A conclusão é que a armadilha não foi feita com chance de escapatória, e que a mesma não havia sido feita por Jigsaw.
Nesta continuação teremos um foco maior em Strahm, que, transtornado com a morte de Perez, resolve itensificar suas investigações pessoais, ainda mais quando sua parceira, antes de morrer, disse o nome de Hoffman. Strahm conclui que Hoffman fora o autor da armadilha para Seth, já que o mesmo havia assassinado sua irmã; e também que o detetive possivelmente era o cúmplice de Jigsaw.
Voltamos à cena final de Jogos Mortais 4 - Strahm acabara de matar Jeff, e encontra-se preso na sala. Mesmo assim ele encontra uma espécie de passagem secreta, aonde ele encontra um fita - na mesma, há uma mensagem que diz que Strahm pode escolher entre a salvação ou ser levado ao destino fatal. Ignorando os fatos, Strahm prossegue, e acaba sendo atacado por uma pessoa com a máscara de porco. Quando acorda, o detetive está em uma situação desesperadora, vide foto acima.
O que parecia o fim de Strahm, acaba tendo um desfecho surpreendente - ele consegue fazer uma traqueostomia com uma caneta e é resgatado do prédio; enquanto isso, Hoffman também é encontrado e acaba como 'herói', por ter salvo a filha de Jeff e Lynn, que estava no local também. Ele fica sem reação ao ver Strahm vivo.
Ao mesmo tempo temos a armadilha principal, desta vez também coletiva, como em Jogos Mortais 2. Mallick, Ashley, Charles, Luba e Brit acordam presos à uma espécie de coleira, presa por cabo de aço, e que levam à chaves que estão em compartimentos de vidro. Ao alcançar a chave, basta abrir a coleira para se livrar de um desfecho trágico - a decapitação. Na ânsia por se livrarem das coleiras, e na corrida contra o tempo, eles ignoram o aviso de Billy, que implorava para que eles não seguissem seus instintos, o que significava que bastava que eles se ajudassem, os cinco chegariam ilesos até o final da armadilha.
Ashley acaba decapitada, por não conseguir a chave a tempo. Na fase seguinte, eles devem conseguir chaves que estão dentro de jarras presas ao teto. As chaves dão acesso a câmaras, que protegerão os mesmos da explosão da bomba encontrada no aposento, que está em contagem regressiva. Mais uma vez eles ignoram a cooperação mútua, o que leva à morte de Charles. Assim Mallick, Luba e Brit seguem para o próximo desafio.
Na sala seguinte, eles devem completar um circuito para abrir a porta, mas os cabos que precisam ligar não têm o tamanho necessário. Brit mata Luba, e juntamente com Mallick usa seu corpo para ligar os cabos e completar o circuito. A porta se abre. No teste final ambos devem encher uma jarra com o próprio sangue para abrir a porta final. As armadilhas são cinco buracos que possuem serras circulares. Eles percebem que desde o início tinham que ajudar um aos outros: na primeira fase a chave era a mesma, na segunda fase as câmaras podiam abrigar mais de uma pessoa, na terceira fase era para cada um segurar um cabo e levar um pequeno choque, e sem outras opções, Brit e Mallick começam a serrar seus braços para encher a jarra com sangue. Enquanto isso, Hoffman deixa o telefone celular de Strahm na casa onde o jogo ocorre para evidenciá-lo como comparsa de Jigsaw. Brit e Mallick enchem a jarra, e o chefe de Strahm, Erickson (Mark Rolston) chega ao local. Ambos desmaiam enquanto Erickson pede apoio policial.
Após encontrar o celular de Strahm junto com os arquivos de Jigsaw, Erickson acredita que Strahm é outro aliado de Jigsaw. Strahm segue Hoffman até o local do jogo atual, e chega em uma sala com uma caixa com vidro quebrado e um gravador. A fita pede que Strahm tenha confiança e entre na caixa ou não sobreviverá. Hoffman chega e após uma briga, Strahm o tranca dentro da caixa. As paredes começam a se juntar e a caixa entra no chão, se protegendo das paredes. Strahm é esmagado enquanto Hoffman observa por baixo.
Ou seja, mais uma vez a desobediência às instruções leva ao destino trágico, e a morte de Strahm é uma das mais cruéis de todos os sete filmes. Na sequência, Hoffman começará a mostrar seu lado mais perverso e cruel, e o sexto filme da franquia é de tirar o fôlego!
Em "Jogos Mortais 6" Hoffman consegue incriminar Strahm, para desviar a atenção da polícia, e continuar com os planos de Jigsaw. Dessa vez, a vítima é Easton (Peter Outerbridge), um empresário corrupto de planos de saúde que deixa seus clientes morrerem para a empresa lucrar mais, sem gastos médicos com os mesmos. Easton desperta a ira de John, na época em que lhe é negada a cobertura para uma tentativa de tratamento para o câncer.
O empresário entrará em uma armadilha muito complicada, aonde outras pessoas estarão envolvidas, inclusive seus funcionários e, no final, uma mãe e seu filho. Também teremos a presença de Pamela Jenkins (Samantha Lemole), uma repórter obcecada pela história de Jigsaw, e que a levará a ser uma das vítimas da armadilha do serial killer. Vale lembrar que Pamela é irmã de Easton, uma supreendente revelação no final, em vista do destino trágico do empresário.
Enquanto isso, aparecerão flashbacks inéditos, com revelações sobre o passado de Amanda e seu envolvimento com os planos de John. E quem se lembra da caixa que Jill recebeu anteriormente? Ela decidiu abrir e lá estava um dos jogos mais importantes de toda a franquia, inclusive relacionado ao perigoso Hoffman.
No final, Jill até consegue aprisionar Hoffman e colocar a famosa armadilha de caça nele; mas o que parecia o fim do vilão, acaba se tornando o grande pesadelo da ex-mulher de John, quando chegamos no que dizem ser o último filme da franquia... será?
O sétimo filme da franquia batizado de "O Final" veio cheio de novidades, primeiramente por conta do uso da tecnologia 3D. Mas o mais impressionante, além da escapada cinematográfica de Hoffman, é a revelação de que Dr Gordon está vivo!
Tudo começa quando Gordon se arrasta pelo corredor, nos remetendo aos acontecimentos de Jogos Mortais 1. Totalmente fraco e perdendo muito sangue, ele consegue chegar até um tubo de vapor aonde consegue cauterizar seu tornozelo. Mas este é apenas um detalhe, perto do restante da trama, que está ainda mais sangrenta e fatal.
Desta vez teremos as ações de Gibson (Chad Donella), que entrará firme nas investigações contra Hoffman, depois que o mesmo oferece proteção à Jill. No final das contas, o destino será bem cruel com Gibson e seus companheiros e, por fim, com a própria Jill, que morrerá na armadilha que ela mesma tentou utilizar contra seu algoz.
O teste maior, desta vez, será de Bobby Dagen (Sean Patrick Flannery), um escritor que resolve lançar um livro, relatando como foi sobreviver à uma armadilha de Jigsaw. Ao mesmo tempo, ele reúne outros sobreviventes de armadilhas, para trocarem experiências e debater sobre os fatos traumáticos. O problema é que tudo não passa de uma farsa, Bobby jamais esteve em uma armadilha, mas sua ganância o fará provar o teste de verdade.
Bobby acordará em uma gaiola, dentro de um asilo abandonado. Seu objetivo é passar por todos os testes em 60 minutos, até encontrar sua mulher, Joyce (Gina Holden), e salvá-la. Mas diferente de seu livro, o desfecho será muito cruel.
Hoffman continuará o legado de horror, provocando ainda a morte de quatro skinheads (entre eles está o vocalista do Linkin Park, Chester Bennington, atacando de ator), ministrando o teste de Bobby, provocando as mortes de Gibson e Jill, até que o desfecho mais surpreendente acontece!
Quando o detetive acha que tudo está sob controle, que ele vai conseguir escapar mais uma vez, ele é capturado e dopado por um bando de homens vestidos com a famosa fantasia de porco. E, liderando o grupo, está justamente ele - Dr Gordon!
Mesmo que tenha sido anunciado com o último da franquia, acredito que o mesmo tenha ainda deixado pontas soltas. Afinal, qual foi o destino de Hoffman? E os outros sobreviventes, de outras armadilhas? E o Dr Gordon, como ele chegou a este posto?
Talvez devessem fazer um oitavo, para explicar o que ainda possa estar pendente. Por mais que pareça absurdo continuar, quem é fã, no fundo, fica ansioso por mais um lançamento.
É esperar para ver! Será que os Jogos ainda não terminaram?...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
O mestre do suspense está de volta...
Hitchcock (Hitchcock, 2012) é um filme que conta um período da vida de Alfred Hitchcock, considerado o mestre do suspense, durante as filmagens de uma de suas obras-primas, "Psicose".
Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", o filme mostra que apesar de estar no auge da carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar "Psicose", a Paramount não acreditava no filme. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuída nos Estados Unidos, em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens, principalmente as brigas e desconfianças de Hitchcock em relação à esposa, Alma (Helen Mirren). Contrariando todas as expectativas, "Psicose" tornou-se um sucesso imediato e uma referência no cinema mundial.
Uma curiosidade sobre o filme é que Anthony Hopkins recusou-se a engordar para representar Hitchcock e tiveram que produzir uma roupa que imitasse o volume do corpo do diretor, e que Hopkins a usava o tempo todo, durante as filmagens, como que encarnando o personagem.
Após "Psicose", Hitchcock ainda produziu outros seis filmes e, ao final deste, já fica a dica da ideia para o próximo.
Para quem é fã de Alfred Hitchcock, obrigatório! (FM)
Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", o filme mostra que apesar de estar no auge da carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar "Psicose", a Paramount não acreditava no filme. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuída nos Estados Unidos, em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens, principalmente as brigas e desconfianças de Hitchcock em relação à esposa, Alma (Helen Mirren). Contrariando todas as expectativas, "Psicose" tornou-se um sucesso imediato e uma referência no cinema mundial.
Um filme que não tem a pretensão de ser uma biografia do diretor e que cumpre seu papel, sem prolongar-se (tem cerca de 1h30m), mas que perde-se um pouco, na minha opinião, quando deixa de lado a divertida busca de Hitchcock para conseguir produzir "Psicose" para enfocar mais seu relacionamento com a esposa Alma. Mesmo que seja necessário, para mostrar como chegaram ao resultado final do filme.
E sensação que se tem é que os atores divertem-se trazendo à tela Hitchock, Janet Leigh (vivida aqui, por Scarlett Johansson) e Tony Collette como a secretária Peggy, em ótimas atuações. Divertido ver como o diretor consegue todo o espanto necessário de Leigh, para a clássica cena do chuveiro.
Uma curiosidade sobre o filme é que Anthony Hopkins recusou-se a engordar para representar Hitchcock e tiveram que produzir uma roupa que imitasse o volume do corpo do diretor, e que Hopkins a usava o tempo todo, durante as filmagens, como que encarnando o personagem.
Após "Psicose", Hitchcock ainda produziu outros seis filmes e, ao final deste, já fica a dica da ideia para o próximo.
Para quem é fã de Alfred Hitchcock, obrigatório! (FM)
O Bravo Oscar de Valente!
"Valente" (Brave) desbancou quatro ótimos concorrentes e levou o Oscar de Melhor Longa de Animação de 2013. E merecido, já que traz uma história fascinante, lindos cenários e personagens de traços marcantes. Além disso, explora os costumes e tradições escocesas, tornando-o mais interessante por viajar em novos ares, lendas e temas.
Em Valente, a jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava... Agora caberá à jovem ajudar a sua mãe e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos.
O lado independente de Merida é o ponto alto deste filme. Ao mesmo tempo em que a jovem quer tomar suas própria decisões e lutar pelo que acredita, ainda existe aquele sentimento de amor, carinho e dedicação, que serão evidenciados quando Valente tiver que ajudar sua mãe a se livrar do encanto, que será uma verdadeira prova de fogo.
A Disney / Pixar acertou a mão, e levou Valente ao reconhecimento-mór nas premiações (levou ainda o Globo de Ouro). Vamos aguardar novas animações, e torcer para que sempre venham novas história belas e fascinantes, que encantam pessoas de todas as idades.
Assinar:
Postagens (Atom)


























