Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", o filme mostra que apesar de estar no auge da carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar "Psicose", a Paramount não acreditava no filme. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuída nos Estados Unidos, em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens, principalmente as brigas e desconfianças de Hitchcock em relação à esposa, Alma (Helen Mirren). Contrariando todas as expectativas, "Psicose" tornou-se um sucesso imediato e uma referência no cinema mundial.
Um filme que não tem a pretensão de ser uma biografia do diretor e que cumpre seu papel, sem prolongar-se (tem cerca de 1h30m), mas que perde-se um pouco, na minha opinião, quando deixa de lado a divertida busca de Hitchcock para conseguir produzir "Psicose" para enfocar mais seu relacionamento com a esposa Alma. Mesmo que seja necessário, para mostrar como chegaram ao resultado final do filme.
E sensação que se tem é que os atores divertem-se trazendo à tela Hitchock, Janet Leigh (vivida aqui, por Scarlett Johansson) e Tony Collette como a secretária Peggy, em ótimas atuações. Divertido ver como o diretor consegue todo o espanto necessário de Leigh, para a clássica cena do chuveiro.
Uma curiosidade sobre o filme é que Anthony Hopkins recusou-se a engordar para representar Hitchcock e tiveram que produzir uma roupa que imitasse o volume do corpo do diretor, e que Hopkins a usava o tempo todo, durante as filmagens, como que encarnando o personagem.
Após "Psicose", Hitchcock ainda produziu outros seis filmes e, ao final deste, já fica a dica da ideia para o próximo.
Para quem é fã de Alfred Hitchcock, obrigatório! (FM)


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