quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O mestre do suspense está de volta...

Hitchcock (Hitchcock, 2012)  é um filme que conta um período da vida de Alfred Hitchcock, considerado o mestre do suspense, durante as filmagens de uma de suas obras-primas, "Psicose".

Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", o filme mostra que apesar de estar no auge da carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar "Psicose", a Paramount não acreditava no filme. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuída nos Estados Unidos, em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens, principalmente as brigas e desconfianças de Hitchcock em relação à esposa, Alma (Helen Mirren). Contrariando todas as expectativas, "Psicose" tornou-se um sucesso imediato e uma referência no cinema mundial.


 
Um filme que não tem a pretensão de ser uma biografia do diretor e que cumpre seu papel, sem prolongar-se  (tem cerca de 1h30m), mas que perde-se um pouco, na minha opinião, quando deixa de lado a divertida busca de Hitchcock para conseguir produzir "Psicose" para enfocar mais seu relacionamento com a esposa Alma. Mesmo que seja necessário, para mostrar como chegaram ao resultado final do filme.
 
E sensação que se tem é que os atores divertem-se trazendo à tela Hitchock, Janet Leigh (vivida aqui, por Scarlett Johansson) e Tony Collette como a secretária Peggy, em ótimas atuações. Divertido ver como o diretor consegue todo o espanto necessário de Leigh, para a clássica cena do chuveiro.
 

Uma curiosidade sobre o filme é que Anthony Hopkins recusou-se a engordar para representar Hitchcock e tiveram que produzir uma roupa que imitasse o volume do corpo do diretor, e que Hopkins a usava o tempo todo, durante as filmagens, como que encarnando o personagem.

Após "Psicose", Hitchcock ainda produziu outros seis filmes e, ao final deste, já fica a dica da ideia para o próximo.

Para quem é fã de Alfred Hitchcock, obrigatório! (FM)
 

O Bravo Oscar de Valente!



"Valente" (Brave) desbancou quatro ótimos concorrentes e levou o Oscar de Melhor Longa de Animação de 2013. E merecido, já que traz uma história fascinante, lindos cenários e personagens de traços marcantes. Além disso, explora os costumes e tradições escocesas, tornando-o mais interessante por viajar em novos ares, lendas e temas.



Em Valente, a jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava... Agora caberá à jovem ajudar a sua mãe e impedir que o reino entre em guerra com os povos vizinhos.


O lado independente de Merida é o ponto alto deste filme. Ao mesmo tempo em que a jovem quer tomar suas própria decisões e lutar pelo que acredita, ainda existe aquele sentimento de amor, carinho e dedicação, que serão evidenciados quando Valente tiver que ajudar sua mãe a se livrar do encanto, que será uma verdadeira prova de fogo.
A Disney / Pixar acertou a mão, e levou Valente ao reconhecimento-mór nas premiações (levou ainda o Globo de Ouro). Vamos aguardar novas animações, e torcer para que sempre venham novas história belas e fascinantes, que encantam pessoas de todas as idades.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

And the Oscar goes to...

Numa noite com poucas, ou nenhuma surpresa, não houve favoritos ao Oscar. Apesar de termos filmes com grande número de indicações, como Lincoln e Life of Pi, os prêmios acabaram sendo distribuídos entre os indicados, numa atitude politicamente correta de agradar a todos. Mas concordo que a safra de filmes deste ano era bem melhor do que em 2012, em que as opções eram poucas.

Lincoln, uma das grande promessas da noite, acabou com duas estatuetas apenas... E os "grandes" vencedores foram Life of Pi, com quatro prêmios, e Argo, com três.

Confira, agora, quem ganhou o que, na noite de ontem:

Melhor Filme
Argo

Melhor Diretor
Ang Lee, por As Aventuras de Pi

Melhor Ator
Daniel Day-Lewis, por Lincoln

Melhor Atriz
Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida

Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Django Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Anne Hathaway, por Os Miseráveis

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Amor (Áustria)

Melhor Filme em Animação
Valente

Melhor Documentário (longa-metragem)
Searching for Sugar Man

Melhor Roteiro Adaptado
Argo

Melhor Roteiro Original
Django Livre

Melhor Fotografia
As Aventuras de Pi

Melhor Direção de Arte
Lincoln

Melhor Figurino
Anna Karenina

Melhor Maquiagem
Os Miseráveis

Melhor Edição
Argo

Melhor Edição de Som
007 - Operação Skyfall
A Hora Mais Escura


Melhor Mixagem de Som
Os Miseráveis

Melhor Efeito Especial
As Aventuras de Pi

Melhor Trilha Sonora Original
As Aventuras de Pi
 

Melhor Canção Original
Skyfall, de 007- Operação Skyfall

Melhor Documentário (curta-metragem)
Inocente

Melhor Curta-Metragem
Curfew
 

Melhor Curta-Metragem de Animação
Paperman

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vou de trio também, as grandes estrelas do Oscar!


Agora vamos falar sobre três grandes filmes indicados ao Oscar, cada um com seu "jeitinho" especial de ser!

Para começar, um filme muito triste.. mas brilhante.


"Amor" (Amor) é um drama francês que gira em torno da relação entre o casal Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva, indicada ao Oscar de Melhor Atriz). As coisas ficam muito complicadas quando Anne acaba vítima de uma paralisia do lado direito do corpo, e cabe a George ampará-la em todas as ações corriqueiras, do dia-a-dia. Ele mesmo já não tem a saúde 100%, o que mostra como o amor consegue driblar dificuldades e obstáculos, e a doação e entrega vão além dos limites.
O filme em si tem um clima muito "pesado", mas toda a tristeza serve para nos levar à reflexão - até onde você iria por amor? E no decorrer, acompanhamos com cuidado a dedicação do marido à sua esposa, será que ele vai suportar tanta pressão e sofrimento?
Uma linda obra, que não deve levar a estatueta, mas já tem todos os méritos pela indicação. E Emmanuelle está muito bem, leva o espectador à angústia de ver Anne em um estado tão deplorável.
E o destaque também vai para a atuação de entrega de Jean-Louis, impecável.


Outro ótimo filme, que está longe de ser triste, é "O Lado Bom da Vida" (Silver Lining Playbooks), que traz dois indicados ao Oscar, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.
Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.
O filme segue uma linha tênue entre a comédia e o drama, mas é leve e "simples". Surpreende pela atuação mais madura de Lawrence, e a segurança cada vez maior de Bradley, que melhora a cada filme.

Ainda temos a bela atuação de Robert de Niro, que concorre ao Oscar de Ator Coadjuvante.
 Muito mais do que contar as histórias conturbadas de dois jovens, em busca de "dias melhores", o filme também encanta com elementos de dança e a velha obsessão americana pelo futebol (americano, claro)!
Sem dúvida alguma, "O Lado Bom da Vida" é um dos grandes filmes de 2013. Mas será que tem chances mesmo de levar a estatueta?



Para fechar esse post com chave de ouro temos a belíssima adaptação de "Os Miseráveis" (Les Misérables), de Victor Hugo, para as telonas. E ficou perfeito, valeu a pena todo o esforço para fazer os atores calibrarem e soltarem a voz nos diálogos praticamente 100% cantados.



Com um elenco recheado de estelas, o filme gira em torno da história do ex-prisioneiro Jean Valjean (Hugh Jackman, indicado ao Oscar de Melhor Ator), que roubou um pão para alimentar seu sobrinho, muito doente, e acabou preso e condenado. Depois de anos, ele consegue sua liberdade, mas mesmo refazendo sua vida como um "homem de Deus", ele tem contas para acertar sobre sua condicional, e sofrerá com a perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).
O cenário dessa briga particular é a Revolução Francesa, e os conflitos gerados pelos jovens reacionários, e seus ideais de liberdade e justiça. Em meio aos duelos e confrontos, temos dramas pessoais, como de Fantine (Anne Hathaway, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante), mãe de Cosette (Isabelle Allen / Amanda Seyfried), uma criança que se vê abandonada e à mercê de uma dupla de vigaristas, Monsieur Thénardier (Sacha Baron Cohen) e Madame Thénardier (Helena Bonham Carter), que só querem saber de golpes e dinheiro fácil.
Os anos passam, e agora Cosette está sob a tutela de Jean, mas os dois vivem escondidos, por conta da perseguição de Javert. A bela moça de olhos claros despertará a paixão do jovem reacionário Marius (Eddie Redmayne), que lutará bravamente nas barricadas, e fará de tudo para ficar com sua amada. Enquanto isso a jovem Eponine (Samantha Barks) sofrerá com um amor não correspondido, e também carrega o fardo de ser filha da dupla de vigaristas, o casal Thénardier.



Com uma fotografia maravilhosa e interpretações encantadoras, o musical apenas peca pela longa duração, o que pode causar a exaustão do espectador, por conta de quase três horas de diálogos e citações cantadas. Mas mesmo assim, depois que chegamos ao final, não tem como não ficar satisfeito por ter contemplado uma obra de arte!
E que consiga seu reconhecimento no Oscar, pelo menos uma estatueta deve levar! (ZP)



Voltamos!!!

Bom-dia, pessoal! Demoramos, mas voltamos... E temos muita coisa para contar aqui... este post será longo, rsrsrs.

Ontem, estava eu rodando os canais da TV e me deparei com um filme que, apesar de ter em casa, não pude deixar de reassistir e, muito menos, comentar aqui. Um filme simples - podendo ser considerado até piegas, por alguns, mas que eu acho perfeito - LAÇOS DE TERNURA (Terms of Endearment), o filme de estreia de James L. Brooks como diretor.

 
 
Estrelado por Shirley MacLaine (Aurora), Debra Winger (Emma) e Jack Nicholson (Garrett) nos papeis principais, este é um filme que arranca lágrimas, mesmo que você não queira.

O filme relata a história de três décadas de relacionamento conflituoso entre uma mãe viúva - Aurora - e sua filha Emma, e como suas vidas seguem caminhos diferentes. No decorrer desses anos, muitas coisas acontecem e, ao final, pessoas diferentes mostram seu amor de maneiras diferentes.


Este filme concorreu ao Oscar, em 1984, e abocanhou os principais prêmios, vencendo nas categorias de melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Shirley MacLaine, seu único Oscar até hoje), melhor ator coadjuvante (Jack Nicholson) e melhor roteiro adaptado (o roteiro também é de Brooks).

Uma história simples, que poderia ser a de qualquer pessoa, mas que cresce pela ótima direção e excelentes atuações. Quem já assistiu certamente lembrará de Shirley MacLaine gritando pelos corredores do hospital "Give my daughter the shot!" (Dê a injeção para minha filha!)

Destaque para a trilha sonora, emocionante.


Avançando alguns anos, mais precisamente, 10 anos no tempo, cito aqui um filme de 1994 - UM SONHO DE LIBERDADE (The Shawshank Redemption), a pedido do meu amigo Edmar.

 
 
Confesso que assisti esse filme há muito tempo e, dessa forma, vou me ater, aqui, mais a uma sinopse do que a uma opinião pessoal.

Dirigido por Frank Darabont, e com roteiro do mesmo mais Stephen King, o filme é estrelado por Tim Robbins e o sempre ótimo Morgan Freeman.


Em 1946, Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro, tem a vida "virada ao avesso" quando é condenado e enviado para uma penitenciária para cumprir prisão perpétua por ter assassinado sua mulher e o amante dela. No presídio, faz amizade com Ellis Boyd Redding (Morgan Freeman), um prisioneiro que cumpre pena há 20 anos e controla o mercado negro do presídio.
 
Foi apontado, por uma pesquisa do jornal Independent, como o mais injustiçado da história do Oscar. No ano de em que concorreu ao prêmio, com sete indicações, incluindo melhor filme, a produção perdeu para "Forrest Gump: O Contador de Histórias".
 
Tá aqui, Edmar! Prometo reassistir, quando estiver com tempo, para poder argumentar mais sobre este filme.
 
 
Chegando em 2013, como eu havia prometido, um filme novo, que ainda está em cartaz e concorre ao Oscar deste ano - ARGO (Argo), dirigido e estrelado por Ben Affleck. E o meu favorito, até agora, ao Oscar 2013.
 
 
O filme se passa em 1979, quando, no Irã, o aiatolá Khomeini chega ao poder. Como o antigo xá ganhou asilo político nos Estados Unidos, que haviam apoiado seu governo de opressão ao povo iraniano, há nas ruas de Teerã diversos protestos contra os americanos. Um deles acontece em frente à embaixada do país, que acaba invadida. Seis diplomatas americanos conseguem escapar do local pouco antes da invasão, refugiando-se na casa do embaixador canadense, onde ficam por meses, sob sigilo absoluto, enquanto a CIA busca um meio de retirá-los do país em segurança.
 
A opção "menos ruim" é apresentada por Tony Mendez (Ben Affleck), um especialista em exfiltrações, que sugere que uma produção de Hollywood seja utilizada como fachada para a operação, um filme falso, a ficção científica Argo, que usaria as paisagens desérticas do Irã como locação. O projeto segue adiante com a ajuda do produtor Lester Siegel (Alan Arkin, sempre excelente!) e do maquiador John Chambers (John Goodman), que conhecem bem como funciona Hollywood.
 


 
Baseado numa história real, o filme é tenso do começo ao fim, apesar de ter vários momentos cômicos, dados por Arkin e Goodman.
 
 
Argo concorre ao Oscar, nas categorias de melhor filme, roteiro adaptado, montagem, trilha sonora, edição de som, mixagem de som e ator coadjuvante para Alan Arkin. injustamente, Affleck não foi indicado na categoria de melhor diretor. Mas foi reconhecido no Globo de Ouro com os troféus de melhor filme/ drama e melhor diretor. E muito merecido!
 
Não viu ainda? Corra para o cinema agora! (FM)
 


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Por onde anda???

Olá, pessoal!!! Zé Paulo já fez a parte dele, ontem, e agora estou de volta, também... E vamos trabalhar!!!
Edmar, não esquecemos de você... Calma, sua indicação sairá em breve...

A dica de hoje fica com mais um concorrente ao Oscar 2013... Um filme, nitidamente, feito para o Oscar, mas que não deve levar muitas estatuetas para casa. Ao menos, a meu ver, não deveria... LINCOLN, de Steven Spielberg. E a grande pergunta é: por onde anda Steven Spielberg??? Diretor de grandes sucessos como A Cor Púrpura, Tubarão e Jurassic Park, há tempos ele não emplaca um filme como seus títulos antigos. E, aqui, novamente, Spielberg erra a mão.

 
 
 
Lincoln não é um filme ruim... Há filmes muito piores por aí. Mas longe de ser um filme excelente, e que poderia ter sido, ele conta a história do mandato do presidente Lincoln durante a campanha paa aprovação da 13a emenda, que terminou com a escravidão nos EUA. E é isso.
Spielberg perde, aqui, a oportunidade de mostrar Lincoln, a pessoa, por trás de Lincoln, o mito, e é somente isso que vemos na tela o tempo todo. O mito. Tanto que o enquadramento do personagem, em quase todas as cenas em que aparece, sempre lembram imagens de como Lincoln normalmente é retratado.
 

Daniel Day-Lewis, por outro lado, está excelente no papel. E é justamente ele que salva o filme de ser um completo fiasco, porque o restante do elenco, com ótimos nomes, como Sally Field e Tomy Lee Jones, não emplacam seus papeis, limitando-se a simplesmente atuar.


Ainda assim, para cinéfilos de carteirinha, acho que vale a pena dar uma conferida. Mesmo que seja para aguardar o filme sair em DVD e poder assistir com pausas... Filme longo, são quase três horas de projeção, e cansativo, é um filme político, com muitos nomes, diálogos longos e onde pouca coisa acontece.

Vou deixar as energias para comentar - e esse sim vale muito a pena ser visto - o meu favorito ao Oscar desse ano, até o momento, o ótimo ARGO, de Ben Affleck. Quam ainda não viu, assista! Já, já, eu volto... Abraços! (FM)


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Voltando à Ativa...

E aí, Foliões, como foi o Carnaval? Fábio e eu aproveitamos muito bem - cada um na sua viagem e companhias, claro - e agora voltamos com tudo, com mais críticas, resenhas, e já aquecendo as ações para o Oscar 2013, que promete, hein...

Enquanto não chega o Oscar, vamos continuar com as dicas de bons filmes; e a minha dica de hoje é sobre "Deus da Carnificina" (Carnage). O filme traz um elenco de respeito, com Jodie Foster, Kate Winslet, Christopher Waltz e John C Reilly, e faz o gênero drama, com toques leves de comédia.



Com um único ambiente em foco, o apartamento de Penelope (Jodie) e Michael (John), o filme mantem-se apoiado nos diálogos em torno de uma discussão - a agressão do filho de um dos casais ao filho do outro casal - e pronto!
O que era para ser uma discussão civilizada, aos moldes dos "panos quentes" entre pais preocupados com o comportamento de seus filhos, acaba se tornando uma rusga acalourada, quando cada um começa a extornar seu lado mais "cruel", longe de formalidades e tentativas de apaziguar.



Com atuações seguras e diálogos vorazes, o filme leva à reflexão sobre o comportamento humano ante às situações mais difíceis, quando temos que lidar com opiniões contrastantes e as emoções vêm à flor da pele.
E acompanhando a "evolução" da discussão entre os casais, percebe-se o motivo do título, claro... (ZP)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Belo e Injustiçado...


Ah, o cinema francês! Encantador, belo, com temas que envolvem sempre um lado mais sentimental e denso dos fatos. E, apesar de tantas qualidades, nem sempre é totalmente reconhecido como merece, como no caso de "Ferrugem e Osso" ("De Rouille Et D'os" / "Rust and Bone"), estrelado pela linda e talentosa Marion Cotillard. (Cadê as indicações ao Oscar 2013??)



O filme conta a emocionante história de Alain (Matthias Schoenaerts), que está desempregado e vive com o filho, de apenas cinco anos. Ele parte para a casa da irmã em busca de ajuda e logo consegue um emprego como segurança de boate. Um dia, ao apartar uma confusão, ele conhece Stéphanie (Marion), uma bela treinadora de orcas. Alain a leva em casa e deixa seu cartão com ela, caso precise de algum serviço. O que eles não esperavam era que, pouco tempo depois, Stéphanie sofreria um grave acidente que mudaria sua vida para sempre.


Stéphanie está comprometida, mas não parece satisfeita. Logo após sofrer o acidente ela está muito mais sensível e, de certa forma, carente de um sentimento mais íntimo e que se adapte à sua nova condição física. O brilhantismo do filme é justamente criar esse clima romântico entre dois opostos, mas que de certa forma têm mais em comum do que se imagina.



O clima de aproximação entre os dois é o ponto mais sensível do filme, justamente pelas dificuldades pessoais de Alain, e do drama que agora muda toda a rotina de Stéphanie. Os efeitos visuais são impressionantes, pois mostram a atriz em uma condição física que nao é real. Por isso o filme ainda encanta pela fotografia.
A atuação de Marion é serena e eficaz, como sempre. Ela passa uma sensação de que tudo vai além de uma personagem, há uma entrega, uma sensibilidade que poucas conseguem passar. E Matthias também está muito bem, nos faz sentir intimamente seu drama e a força para superar as dificuldades e desafios. Há também a sensibilidade, a compaixão, a descoberta de uma nova relação e suas limitações.



Quanto ao título, podemos imaginar e interpretar de acordo com o sentimento que o filme passa a cada um. O que significa a "ferrugem"? E o "osso"? O que tem a ver com cada um dos dois personagens?
Vale a pena assistir a este belo drama e tirar suas próprias conclusões... (ZP)

Atendendo a pedidos...

...Hoje, comento sobre Seven (também grafado Se7en), um filme de suspense, de 1995, estrelado por Brad Pitt e Morgan Freeman e um, ou o mais importante da filmografia do diretor David Fincher.
Essa postagem é para você, Edmar de Melo!


O filme conta a história de dois policias - o jovem e impetuoso David Mills (Brad Pitt) e William Somerset (Morgan Freeman) - que são encarregados de uma intrigante investigação: um serial killer que baseia os seus assassinatos nos sete pecados capitais.
E é isso. Nada mais é permitido dizer sobre a sinopse desse filme, que é obrigatório na filmografia de qualquer pessoa, que goste ou não desse gênero.
Seven permitiu a Fincher alcançar a desejada fama, muito graças a participação de Brad Pitt. Isso num primeiro momento. Mas ao assistir a esse filme, você percebe que é justamente o contrário. O roteiro e a excelente direção de Fincher é que ajudaram a impulsionar, ainda mais, a carreira de Pitt.
Um grande trabalho no que diz respeito à conjugação dos vários elementos essenciais como luz, som, tipografia, entre outros. A luz, por exemplo, é trabalhada de forma que, através dela, possamos identificar o protagonismo das personagens.
Conta, ainda, com a participação de Gwyneth Paltrow, como a esposa de Brad Pitt.



Seven é, ainda hoje, um dos melhores filmes policiais já feitos, não apenas pelo final surpeendente, mas pelo clima de desesperança, por conta da perda de valores da sociedade, e a crescente tensão com a qual foi contruído, e por isso mesmo, ele não é apenas uma história policial. E isso é percebido o tempo todo, em cada detalhe: a cidade, que pode ser qualquer uma (o nome da cidade não é citado em nenhum momento), o clima (todas as cenas externas são gravadas debaixo de chuva), as cores escuras.

Enfim, Seven fascina, por ser uma obra de arte em seu mais pleno sentido.
 
 

Vi essa frase, certa vez, numa crítica ao filme, e a repito aqui, por achar que ela traduz muito bem Seven: "Em certo momento da produção, David Mills fala a John Doe: “Em dois meses, tudo será esquecido”. Essa talvez seja a única grande falha do filme: já se passaram dezoito anos e Seven continua lembrada como uma das grandes obras recentes do Cinema."
 
Para que não viu, procure por esse filme hoje mesmo!!! (FM)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Polêmicas à parte...



"A Hora Mais Escura" chega ao Oscar 2013 com os holofotes mais virados às polêmicas do que por seus próprios méritos. Tudo porque o Senado norte-americano resolveu investigar se rolou algum vazamento de informações sigilosas sobre a morte de Osama Bin Laden.
Com uma atuação segura de Jessica Chastain (indicada ao prêmio de Melhor Atriz), o filme mudou todo o roteiro original, depois que Kathryn Bigelow e Mark Boal (a mesma parceria do premiado "Guerra ao Terror") souberam da captura e morte do terrorista. Inicilamente seria apenas sobre táticas e operações para tentar chegar até Bin Laden, mas com sua morte tudo precisou ser reescrito, praticamente do zero.


Deixando as polêmicas de lado, que eu acho um tanto desnecessárias e exageradas, o filme cumpre bem seu papel e cria um clima tenso, sombrio, até chegar às vias de fato. Sem usar de spoilers, as cenas finais são de tirar o fôlego, e levam a um ótimo desfecho, que justificam a indicação de Jessica. E sobre todo o auê em torno das cenas de tortura, sendo que as mesmas nem são tão chocantes assim, uma vez que têm todo o clima cinematográfico, encenado; pior se fossem imagens reais e colocadas sem autorização.
Mais chocam os atos dos grupos terroristas em si, que fazem documentários sensacionalistas que denigrem e desafiam, usando de recursos muito mais polêmicos do que cenas ensaiadas.




E mesmo nesse clima todo gerado, o filme não perdeu sua popularidade nas bilheterias americanas, e se manteve nas primeiras posições por muitas semanas. Quanto às chances no Oscar, acho que pode levar sim Melhor Filme, Melhor Atriz e Roteiro Original, o que provará que os Americanos perderam o "medo" de prestigiar seus ótimos filmes.
E por ironia, "A Hora Mais Escura" é ainda mais interessante e vigoroso que o campeão "Guerra ao Terror", da mesma Kathryn.



As cenas já perto do objetivo final dão o tom mais escuro e tenso do filme. E a curiosidade - "A Hora Mais Escura" foi proibido de ser filmado no Paquistão e foi rodado na Índia (o que não agradou um certo grupo radical indiano...).

Emocione-se!



Continuando nessa bela sequência de ótimos filmes, agora chegou a vez de um dos filmes mais emocionantes que já vi até hoje, depois de "À Prova de Fogo", claro. "O Impossível", com Naomi Watts (indicada ao Oscar de Melhor Atriz) e Ewan McGregor, é baseado na tragédia real que assolou o litoral da Tailândia em 2004, e também atingiu uma família, como a apresentada no filme.



O filme acompanha a luta desesperada de uma mãe, e seu filho mais velho, pela sobrevivência, enquanto há a incerteza se o marido e os outros dois filhos menores ainda estão vivos. Do outro lado, o pai e os dois filhos menores estão salvos, mas também anseiam por notícias sobre os outros dois membros da família.
Ou seja, talvez quem ainda não assistiu até tenha idéia do desfecho, mas para evitar spoilers... só posso adiantar para os "manteigas-derretidas" de plantão ficarem com os lenços na mão, porque olha.. cena emocionante é o que não falta"




O filme choca e emociona pela veracidade dos fatos, e acaba sendo uma boa oportunidade de levar as pessoas à velha e boa reflexão sobre a vida - sobre dar valor às pessoas à nossa volta, aproveitar cada momento de amor e união, e não deixar para fazer isso só depois de passar por inúmeras provações..

E além da performance brilhante de Naomi, que pode levar o Oscar sem pestanejar, a atuação do jovem Tom Holland (Lucas) é um espetáculo à parte, atuação de veterano.
Aos que acharem o filme apelativo, eu digo que sim, ele apela para a sua função de filme no gênero "Drama", e o faz muito bem. Pior se apelasse para uma história de terror, descabida, que mostrasse apenas corpos, mortes e sangue, mas sem ter uma história de amor e esperança por trás dos fatos chocantes.

Nota: 10, não tem o que desabone, na minha opinião.

Aventure-se!

Este é meu terceiro post e, para não parecer tão nostálgico, ou só falar de filmes antigos, vou falar de um filme ainda em cartaz - AS AVENTURAS DE PI (Life of Pi) - uma aventura, ou um drama, dirigido por Ang Lee (O Segredo de Brokeback Mountain).


Pi Patel (Suraj Sharma) é filho do dono de um zoológico localizado em Pondicherry, na Índia. Após alguns anos, a família decide vender o empreendimento e mudar-se para o Canadá, onde poderiam vender os animais para reiniciar a vida. Porém, durante a viagem, uma terrível tempestade afunda o cargueiro que levava a família de Pi e todos os animais. Pi consegue sobreviver em um bote salva-vidas, mas precisa dividir o pouco espaço disponível com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de bengala, chamado Richard Parker. E aí, começa a grande aventura de Pi.

Um filme que trata de religião, sem aprofundar-se muito ao tema: Pi precisa, em vários momentos, acreditar que pode sair da situação em que se encontra, com a ajuda de uma força maior. Mas o filme empolga mesmo quando deixa esse tema de lado e foca na aventura propriamente dita e na luta de Pi para arranjar um jeito de coexistir com o tigre, e não se ver de frente com o "vilão" da história, a solidão, imposta por uma imensidão azul


Com um final que mexe com o espectador, As Aventuras de Pi é um belo filme, e mais um sucesso de Ang Lee.


Não deixe de ver!!! (FM)

Indomável Encantadora...


"Indomável Sonhadora" entra na disputa do Oscar 2013 como uma grata e bela surpresa. O filme é dirigido por e estrelado pela jovem Quvenzhané Wallis, que com apenas 5 anos se torna a mais jovem atriz a concorrer à estatueta dourada.



O filme não explora efeitos especiais incríveis ou elementos muito requintados, mas conta com maestria a história emocionante da pequena Hushpuppy, uma garotinha de 6 anos que vive com o pai em um lugar muito pobre, e fcam sempre na apreensão pelos dias de tempestade, aonde o caos é total. Vivendo em condições praticamente miseráveis, em termos de moradia e alimentação, a pequena parece estar sempre determinada e disposta a resistir, e sonhar que as coisas podem um dia melhorar.
Enfim, vale a pena assistir e se emocionar com a atuação segura e surpreendente madura desta pequena encantadora. E se vencer o Oscar, o que será bem difícil, não será uma surpresa, pois mesmo tão jovem ela dá um baile em tantas veteranas. (ZP)



Título Original: "Beasts of the Southern Wild" (traduzindo ao pé da letra dá para entender o título ao assistir o filme, e entender a relação entre estas "feras" e os sonhos de Hushpuppy...)
Ano: 2012
Nota: 9,5