terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Vou de trio também, as grandes estrelas do Oscar!


Agora vamos falar sobre três grandes filmes indicados ao Oscar, cada um com seu "jeitinho" especial de ser!

Para começar, um filme muito triste.. mas brilhante.


"Amor" (Amor) é um drama francês que gira em torno da relação entre o casal Georges (Jean-Louis Trintignant) e Anne (Emmanuelle Riva, indicada ao Oscar de Melhor Atriz). As coisas ficam muito complicadas quando Anne acaba vítima de uma paralisia do lado direito do corpo, e cabe a George ampará-la em todas as ações corriqueiras, do dia-a-dia. Ele mesmo já não tem a saúde 100%, o que mostra como o amor consegue driblar dificuldades e obstáculos, e a doação e entrega vão além dos limites.
O filme em si tem um clima muito "pesado", mas toda a tristeza serve para nos levar à reflexão - até onde você iria por amor? E no decorrer, acompanhamos com cuidado a dedicação do marido à sua esposa, será que ele vai suportar tanta pressão e sofrimento?
Uma linda obra, que não deve levar a estatueta, mas já tem todos os méritos pela indicação. E Emmanuelle está muito bem, leva o espectador à angústia de ver Anne em um estado tão deplorável.
E o destaque também vai para a atuação de entrega de Jean-Louis, impecável.


Outro ótimo filme, que está longe de ser triste, é "O Lado Bom da Vida" (Silver Lining Playbooks), que traz dois indicados ao Oscar, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence.
Por conta de algumas atitudes erradas que deixaram as pessoas de seu trabalho assustadas, Pat Solitano Jr. (Bradley Cooper) perdeu quase tudo na vida: sua casa, o emprego e o casamento. Depois de passar um tempo internado em um sanatório, ele acaba saindo de lá para voltar a morar com os pais. Decidido a reconstruir sua vida, ele acredita ser possível passar por cima de todos os problemas do passado recente e até reconquistar a ex-esposa. Embora seu temperamento ainda inspire cuidados, um casal amigo o convida para jantar e nesta noite ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence), uma mulher também problemática que poderá provocar mudanças significativas em seus planos futuros.
O filme segue uma linha tênue entre a comédia e o drama, mas é leve e "simples". Surpreende pela atuação mais madura de Lawrence, e a segurança cada vez maior de Bradley, que melhora a cada filme.

Ainda temos a bela atuação de Robert de Niro, que concorre ao Oscar de Ator Coadjuvante.
 Muito mais do que contar as histórias conturbadas de dois jovens, em busca de "dias melhores", o filme também encanta com elementos de dança e a velha obsessão americana pelo futebol (americano, claro)!
Sem dúvida alguma, "O Lado Bom da Vida" é um dos grandes filmes de 2013. Mas será que tem chances mesmo de levar a estatueta?



Para fechar esse post com chave de ouro temos a belíssima adaptação de "Os Miseráveis" (Les Misérables), de Victor Hugo, para as telonas. E ficou perfeito, valeu a pena todo o esforço para fazer os atores calibrarem e soltarem a voz nos diálogos praticamente 100% cantados.



Com um elenco recheado de estelas, o filme gira em torno da história do ex-prisioneiro Jean Valjean (Hugh Jackman, indicado ao Oscar de Melhor Ator), que roubou um pão para alimentar seu sobrinho, muito doente, e acabou preso e condenado. Depois de anos, ele consegue sua liberdade, mas mesmo refazendo sua vida como um "homem de Deus", ele tem contas para acertar sobre sua condicional, e sofrerá com a perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe).
O cenário dessa briga particular é a Revolução Francesa, e os conflitos gerados pelos jovens reacionários, e seus ideais de liberdade e justiça. Em meio aos duelos e confrontos, temos dramas pessoais, como de Fantine (Anne Hathaway, indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante), mãe de Cosette (Isabelle Allen / Amanda Seyfried), uma criança que se vê abandonada e à mercê de uma dupla de vigaristas, Monsieur Thénardier (Sacha Baron Cohen) e Madame Thénardier (Helena Bonham Carter), que só querem saber de golpes e dinheiro fácil.
Os anos passam, e agora Cosette está sob a tutela de Jean, mas os dois vivem escondidos, por conta da perseguição de Javert. A bela moça de olhos claros despertará a paixão do jovem reacionário Marius (Eddie Redmayne), que lutará bravamente nas barricadas, e fará de tudo para ficar com sua amada. Enquanto isso a jovem Eponine (Samantha Barks) sofrerá com um amor não correspondido, e também carrega o fardo de ser filha da dupla de vigaristas, o casal Thénardier.



Com uma fotografia maravilhosa e interpretações encantadoras, o musical apenas peca pela longa duração, o que pode causar a exaustão do espectador, por conta de quase três horas de diálogos e citações cantadas. Mas mesmo assim, depois que chegamos ao final, não tem como não ficar satisfeito por ter contemplado uma obra de arte!
E que consiga seu reconhecimento no Oscar, pelo menos uma estatueta deve levar! (ZP)



Um comentário:

  1. Amor é um ótimo filme, mas realmente não me encantei muito pelo tema, preferi a comédia romântica "O Lado Bom da Vida". E também adorei "Os Miseráveis", e compartilho com vocês a questão da duração, mas quando vi que seria um filme todo cantado, lembrei de "Evita" e fiquei preocupado. Mas mesmo assim, ao assistir o filme esse temor ficou completamente de lado. Abs.

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